Internet

Introdução

 

A Internet tem crescido rapidamente em todo o mundo. Passou de um grupo de redes reservado apenas a minorias militares e académicas, para um poderoso meio de comunicação. Um novo meio de comunicação, diferente de todos outros e com formas e formatos específicos. Um meio de comunicação cada vez mais explorado pelas entidades comerciais de qualquer espécie.

 

A Internet tornou-se um novo espaço (virtual) onde cada vez mais pessoas se ligam pelos mais variados motivos:

 

Procurar informação académica/enciclopédica sobre um assunto.

Encontrar empresas que lhes apresentem produtos e serviços que desejam.

Saber quais os autocarros, comboios ou aviões entre duas cidades.

Conhecer determinada região e saber o que nela podem encontrar.

Procurar livros ou discos, férias ou hotéis.

Efectuar operações bancárias e compras.

Aprender a usar mais e melhor a Internet.

 

Mas, quaisquer que sejam os seus motivos, ligam-se sempre para procurar, encontrar e utilizar informação e, - claro... - todos os divertimentos, produtos e serviços que surgem associados a essa mesma informação.

 

Sendo a internet uma temática muito abrangente, procurarei limitar-me à evolução e à sua aplicação generalizada.

 

 

 

 

 


 

1.   INTERNET

 

Origem e Evolução da Internet

 

A primeira antepassada da Internet nasceu em 1969, de um projecto do Department of Defense (Ministério da Defesa) dos EUA. Chamava-se ARPANET e tinha como objectivo a interligação de computadores utilizados em centros de investigação com fins militares.

Após a sua apresentação pública em 1972 e do estabelecimento das primeiras ligações internacionais um ano depois, a ARPANET continuou a crescer (lentamente) durante os anos 70 mas, por razões de segurança, continuava a ser uma rede estritamente controlada pelos militares e inacessível a largos sectores da comunidade académica internacional e dos EUA.

E foi no início dos anos 80, mais precisamente em 1983, com a adopção dos protocolos TCP/IP na ARPANET (da qual se separou a componente estritamente militar formando a MILNET), a criação da CSNet (Computer Science Network) e a sua ligação à ARPANET, que surgiu a verdadeira Internet.

Alguns dos principais marcos da história da Internet estão representados na imagem seguinte:


 

 

 

Ao longo dos anos 80, o ritmo de crescimento da Internet foi-se acelerando, tornando necessária a existência e funcionamento de estruturas de coordenação e cooperação entre o cada vez maior número de redes e operadores que a integravam. Assim, logo em 1983, foi criado o Internet Activities Board (IAB, agora designado Internet Architecture Board), dentro do qual se criariam, em 1989, o Internet Engineering Task Force (IETF) e o Internet Research Task Force (IRTF). Na década de 80 são ainda de destacar a criação da EUnet (European UNIX Network) em 1982, da EARN (European Academic and Research Network) em 1983 e da NSFNET (rede académica americana, responsável pela expansão das ligações das universidades à Internet) em 1986.

No final da década de 80 (1989) a Internet ultrapassava já os 100000 hosts (máquinas com ligação directa à Internet). Mas é nesta primeira metade da década de 90 que, com o desenvolvimento de novos serviços mais amigáveis e eficientes (como o Gopher e o WWW), se regista o verdadeiro boom da Internet. No início de 1996 a Internet devia contar com cerca de 9 500 000 de hosts e mais de 30 milhões de utilizadores (39 milhões de utilizadores de correio electrónico e 26 milhões de utilizadores do conjunto de serviços Internet, segundo o Third MIDS Internet Demographic Survey, de Outubro de 1995). Clique nos apontadores seguintes se quiser conhecer mais elementos sobre a evolução do número de hosts e do número de utilizadores.

Nestes últimos anos merecem destaque a aprovação nos Estados Unidos de medidas tendentes à criação das chamadas auto-estradas da informação em 1991 (HPCA- High Performance Computing Act) e 1993 (NIIAA - National Information Infrastructure Agenda for Action), a divulgação da World Wide Web pelo CERN e criação da ISOC (integrando o IAB) em 1992, a proliferação de ligações de empresas e organizações governamentais à Internet, o desenvolvimento do comércio virtual, das emissões de rádio (ciberestações) e de diversas outras formas de comunicação interpessoal na Internet, a realização da reunião cimeira do G7 (Grupo dos sete países mais ricos do mundo), em Fevereiro de 1995, sobre o futuro da sociedade da informação.

 

 

 

 

 

 

Expectativas dos utilizadores

 

            A utilização e desenvolvimento da internet revolucionaram o mundo em diversos níveis, principalmente no domínio económico e social. Qualquer cidadão, assim como as empresas, podem extrair múltiplas vantagens da sua utilização, utilização esta que se prende aos mais diversificados interesses individuais, alterando o conceito de comunicação.

            A internet constitui por si só uma fonte de desenvolvimento, que é potenciada com o desenvolvimento simultâneo de todas as novas tecnologias que normalmente surgem associadas ao seu desenvolvimento (comunicações por satélite, telecomunicações, maior qualidade e quantidade dos sinais transmitidos, etc). O conceito de aldeia global, em grande parte, só foi possível com a adopção desta plataforma de troca de informação de uma forma quase instantânea, que apresenta variadas vantagens sob diferentes perspectivas.

            Entre as vantagens mais facilmente quantificáveis são as que se relacionam com o comércio, aonde a actividade empresarial consegue relacionar as vantagens das opções estratégicas adoptadas com o recurso às novas tecnologias. Tornou-se hoje um dado adquirido que, salvo muito raras excepções, todas as entidades comerciais, de todos os sectores de actividade, poderão, de uma forma ou outra, obter claras vantagens em se ligar, instalar e apresentar na Internet, utilizando e explorando este novo mundo (virtual) para se dar a conhecer e comunicar com parceiros e clientes.

 

As empresas de maior dimensão têm a oportunidade de reforçar a sua posição no mercado ou rentabilizar a que já detêm, via inovadoras e sofisticadas formas de gestão de clientes e de promoção dos seus produtos, marcas e serviços. As médias e pequenas empresas têm a oportunidade de, com novas estratégias e novas formas de comunicar, atingir novos clientes e mercados até agora fora do seu alcance ou, melhorando a forma de comunicar, explorar de forma mais eficiente os mercados e clientes que já conseguiram.

 

Cada vez mais os utilizadores da Internet vão procurar, esperar, exigir, encontrar tudo o que pretendem. Mas também quererão obter resultados práticos nos Sites Web que encontram. As entidades comerciais preparadas para apresentar e disponibilizar informação com qualidade e fiabilidade, usando soluções específicas e interessantes e dispostas a promover activamente as suas extensões na Internet, terão certamente sucesso na Web.

 

 

Os sites

 

Cada Site na Internet é único, na medida em que representa uma extensão na Internet de uma empresa, uma marca, um produto, um serviço ou um projecto.

 

Cada Site na Internet é único porque deve surgir de objectivos claramente definidos e claramente integrados e articulados com uma gestão global.

 

Um Site na Internet pode assumir formas e servir objectivos muito diferentes:

 

Pode ser um simples cartão de visita, panfleto ou catálogo em suporte digital.

Pode servir como montra, loja ou escritório electrónico.

Pode ser uma presença inicial e moderada na Internet.

Pode ser um sofisticado e prestigiante site de apresentação institucional de uma empresa perante os seus clientes e fornecedores, perante um mundo cada vez mais global.

Pode ser uma verdadeira loja, um site de comércio electrónico, sofisticado e seguro.

Pode ser algo muito especial, um espaço próprio no mundo virtual - uma comunidade - capaz de desenvolver novas relações com interlocutores existentes, capaz de atrair novos visitantes, novos utilizadores, potenciais parceiros, potenciais clientes.

 

 

 

 

 

 


Conclusão

 

Cada vez mais pessoas e empresas acreditam que, no futuro, todos se ligarão à Internet em permanência para procurar e comunicar com tudo e todos. Esta comunicação global e contínua criará inúmeros e novos perigos - para os que a ignorarem ou utilizarem erradamente - e novas e fantásticas oportunidades - para os que se prepararem e a utilizarem correctamente.

 

É sabido que a Internet está a alterar as relações comerciais a diversos níveis: entre as empresas, entre as empresas e os seus consumidores/clientes, entre os próprios consumidores/clientes. Estruturam-se, via Internet, a cada dia que passa, novas formas de comunicar e negociar. Torna-se cada vez mais evidente que esse processo continuará ao ritmo actual ou mesmo se acelerará.

 

A Internet crescerá como uma forma privilegiada de Comunicar e Negociar. Continuará a alastrar irreversivelmente, complementando os mais inesperados equipamentos e serviços, integrando-se com telemóveis, televisões, rádios, automóveis, habitações, etc., etc. Não parará de evoluir, solidamente apoiada nas tecnologias de informação e comunicação. Será, cada vez mais, um instrumento precioso e preciso, fundamental nas relações entre a Empresa e o Exterior. Será cada vez mais um elemento estratégico a integrar na gestão de qualquer empresa de qualquer sector de actividade.

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